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	<description>Um site sobre cultura, politica, Nova York e afins...</description>
	<pubDate>Mon, 08 Jun 2009 23:02:01 +0000</pubDate>
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		<title>LEITURAS DE DOMINGO</title>
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		<pubDate>Sun, 31 May 2009 14:09:59 +0000</pubDate>
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Só dá Sônia.  Temos ainda quase 6  semanas pela frente e o debate sobre a Juíza Sonia Sotomayor ocupa o noticiário como uma campanha eleitoral. Acusada de racista por Newt Gingrich, de insistir em pronunciar ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.luciaguimaraes.com/wp-content/uploads/2009/05/mouse-reading-newspaper.jpg"><br />
</a></p>
<div class="mceTemp">
<dl id="attachment_2115" class="wp-caption alignleft" style="width: 191px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.luciaguimaraes.com/wp-content/uploads/2009/05/mouse-reading-newspaper.jpg"><img class="size-medium wp-image-2115" title="mouse-reading-newspaper" src="http://www.luciaguimaraes.com/wp-content/uploads/2009/05/mouse-reading-newspaper-300x300.jpg" alt="Desenho de Beatrix Potter" width="181" height="181" /></a></dt>
</dl>
</div>
<p>Só dá Sônia.  Temos ainda quase 6  semanas pela frente e o debate sobre a Juíza Sonia Sotomayor ocupa o noticiário como uma campanha eleitoral. Acusada de racista por Newt Gingrich, de insistir em pronunciar seu nome com a tônica na última sílaba (!), a juíza  enfrenta fotógrafos acampados na porta do seu prédio no Greenwhich Village e não pode abrir a boca até começar a audiência para a confirmação no Senado. Uma seleção do melhor dos jornais neste fim de semana.<span id="more-2116"></span></p>
<p><strong>NEW YORK TIMES<br />
</strong></p>
<p><a href="http://www.luciaguimaraes.com/wp-content/uploads/2009/05/nytimes-sun-may-31.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2165" title="nytimes-sun-may-31" src="http://www.luciaguimaraes.com/wp-content/uploads/2009/05/nytimes-sun-may-31-300x272.jpg" alt="nytimes-sun-may-31" width="185" height="164" /></a></p>
<p>A iconografia de Obama ilustra a primeira página numa <a href="http://www.nytimes.com/2009/05/31/arts/design/31pain.html?_r=1&amp;ref=todayspaper" target="_blank">reportagem</a> de Randy Kennedy sobre a a arte e o comércio que floresceram em torno da imagem de Barack Obama.</p>
<p>IDENTIDADE RACIAL</p>
<p>A <a href="http://www.nytimes.com/2009/05/31/us/politics/31identity.html?ref=todayspaper" target="_blank">política da identidade</a> voltou com toda força no debate sobre Sonia Sotomayor, indicada para uma vaga na Suprema Corte pelo presidente que chegou a ser definido como um líder pós-racial.</p>
<p>O PRÓXIMO ATAQUE TERRORISTA</p>
<p>Quem vai ser o culpado?, pergunta o colunista Frank Rich, depois de uma semana em que Dick Cheney encontrou espaço à vontade  para regurgitar o cenário: se houver outro ataque, Obama é o responsável. Rich acusa os Democratas de covardia e a imprensa (esta palavra soa cada vez mais arcaica) de correr atrás da manchete. Cita dois repórteres americanos que apuraram 10 falsficações no discurso do ex-Vice em que o 11 de setembro foi mencionado 20 vezes. O único grande ataque planejado pelo Al Qaeda e não executado, lembra Rich, foi contra o metrô de Nova York, com armas químicas. O que impediu a tragédia? Tortura? Serviços de inteligência? Não, o lider terrorista Al-Zawahri cancelou a operação semanas antes porque considerou o atentado muito inexpressivo para o pós 11 de setembro. Rich conversa com Ron Susskind, autor de <a href="http://www.amazon.com/One-Percent-Doctrine-Americas-Pursuit/dp/0743271092"><em>The One Percent Doctrine: Deep Inside America&#8217;s Pursuit of Its Enemies Since 9/11</em></a>. Susskind lamenta a falta de compreensão de um inimigo que pensa em termos de décadas e não em ciclos de notícias.</p>
<p>PAZ CELESTIAL, TORMENTO CONTÍNUO</p>
<p>O Times marca os  20 anos do massacre dos estudantes, no dia 4 de junho de 1989, com <a href="http://www.nytimes.com/2009/05/31/opinion/31tiananmen.html?_r=1&amp;ref=opinion" target="_blank">quatro autores</a> chineses, entre eles, dois ex-ativistas e o celebrado Ha Jin, que hoje vive em Boston.</p>
<p>ARTS &amp; LEISURE</p>
<p>Jon Pareles <a href="http://www.nytimes.com/2009/05/31/arts/music/31play.html?ref=todayspaper" target="_blank">critica</a> o samba soul de Márcio Local, lançado aqui pela Luaka Bop de David Byrne. O ativismo fotográfico de Sebastião Salgado é examinado numa <a href="http://www.nytimes.com/2009/05/31/arts/design/31fink.html?ref=todayspaper" target="_blank">resenha</a> sobre sua exposição em Santa Monica, California.  O ator Steve Buscemi dirige Edie Falco, a Carmela Soprano, transformada para a nova série <a href="http://www.nytimes.com/2009/05/31/arts/television/31shat.html?ref=todayspaper" target="_blank"><em>Nurse Jackie</em></a>, a enfermeira da emergência da um hospital nova-iorquino, adepta de tratamentos não ortodoxos.</p>
<p>PUBLICIDADE ATUÁRIA</p>
<p>A Internet <a href="http://www.nytimes.com/2009/05/31/business/media/31ad.html?ref=todayspaper" target="_blank">transforma</a> as campanhas de publicidade ao oferecer estatísticas mais imediatas e precisas para analisar o efeito de anúncios online.</p>
<p><a href="http://www.luciaguimaraes.com/wp-content/uploads/2009/05/roaddogscover.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-2167" title="roaddogscover" src="http://www.luciaguimaraes.com/wp-content/uploads/2009/05/roaddogscover-150x150.jpg" alt="roaddogscover" width="134" height="134" /></a>MENSAGEIROS E MENSAGEM</p>
<p>Na <em>Book Review</em>, em edição especial de verão, o poeta <a href="http://www.nytimes.com/2009/05/31/books/review/Pinsky-t.html?ref=todayspaper" target="_blank">Robert Pinsky</a> faz o levantamento das perguntas  - Pode um adulto mudar? É possível  acreditar em alguém? O amor é verdadeiro? - no último romance de Elmore Leonard, <a href="http://www.amazon.com/Road-Dogs-Novel-Elmore-Leonard/dp/0061733148/ref=sr_1_1?ie=UTF8&amp;s=books&amp;qid=1243775609&amp;sr=1-1" target="_blank"><em>Road Dogs</em></a>, candidato forte à inclusão na bagagem dos felizardos que saírem de férias. O músico e produtor David Byrne um ciclista muito antes da onda ecológica, <a href="http://www.nytimes.com/2009/05/31/books/review/Byrne-t.html?ref=todayspaper" target="_blank">resenha</a> o livro <em><a href="http://www.amazon.com/dp/0870714198/?tag=googhydr-20&amp;hvadid=2646835471&amp;ref=pd_sl_3oy259l2i_e" target="_blank">Pedaling Revolution</a></em>, sobre a crescente  importância da bicicleta nas cidades americanas.</p>
<p><a href="http://www.luciaguimaraes.com/wp-content/uploads/2009/05/bill-clinton.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-2166" title="bill-clinton" src="http://www.luciaguimaraes.com/wp-content/uploads/2009/05/bill-clinton-150x150.jpg" alt="bill-clinton" width="131" height="131" /></a></p>
<p>REVISTA: BILL CLINTON LIGHT, PESO DO LIBERAL</p>
<p>Uma longa <a href="http://www.nytimes.com/2009/05/31/magazine/31clinton-t.html?ref=todayspaper" target="_blank">reportagem</a> sobre a jornada de Bill Clinton rumo à aceitação de um papel coadjuvante. Jeffey Rosen, o professor de Georgetown, que saiu seriamente chamuscado com o primeiro <a href="http://www.luciaguimaraes.com/?p=1933" target="_blank">artigo</a> negativo sobre a Sonia Sotomayor, hoje usado como arma conservadora contra a juíza, tenta se reabilitar com uma <a href="http://www.nytimes.com/2009/05/31/magazine/31court-t.html?ref=todayspaper" target="_blank">análise</a> da evolução do liberalismo judiciário.</p>
<p>HOMELESS ONLINE, DIAGNÓSTICO DO MUSICAL AMERICANO</p>
<p>A edição de fim de semana do <em>Wall Street Journal</em> pergunta o que há de errado com o musical americano. O crítico Terry Teachout <a href="http://online.wsj.com/article/SB10001424052970203658504574191500262062002.html" target="_blank">aponta</a> para e epidemia do gênero <em>commodity musical</em>, como <em>Shrek</em>, investe contra a falta de inspiração dos compositores e o excesso de mensagens politicamente corretas. Os <em>homeless</em> da California podem não ter casa mas têm conta no <em>Facebook</em>, <em>MySpace</em> e no <em>Twitter</em>, segundo a ótima <a href="http://online.wsj.com/article/SB124363359881267523.html" target="_blank">reportagem</a> da primeira página.</p>
<div class="mceTemp">
<dl id="attachment_2117" class="wp-caption alignleft" style="width: 132px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.luciaguimaraes.com/wp-content/uploads/2009/05/yuri-milner.png"><img class="size-thumbnail wp-image-2117" title="yuri-milner" src="http://www.luciaguimaraes.com/wp-content/uploads/2009/05/yuri-milner-150x150.png" alt="Yuri Milner" width="122" height="122" /></a></dt>
</dl>
</div>
<p>CARA NOVA NO <em>FACEBOOK</em></p>
<p>Um <a href="http://www.ft.com/cms/s/0/1fbe80ba-4cb0-11de-a6c5-00144feabdc0.html" target="_blank">perfil</a> do bilionário russo Yuri Milner que investiu $200 milhões no <a href="http://www.facebook.com" target="_blank">Facebook</a> saiu na edição de sábado do Financial Times. O ex-economista do Banco Mundial copiou as novidades da Internet ocidental (&#8221;Não sou tão criativo&#8221;) para criar várias empresas na Rússia e na Europa Oriental. Hoje, ele acha que pode exportar de volta o que aprendeu.</p>
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		<title>Newsweek Compra Briga Com Oprah</title>
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		<pubDate>Sun, 31 May 2009 03:46:33 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>O terceiro número da Newsweek reformada que chega as bancas esta segunda-feira, vai mais longe nas críticas do que qualquer outra mídia <em>mainstream</em> numa <a href="http://www.newsweek.com/id/200025" target="_blank">reportagem de capa</a> sobre os  segmentos sobre  saúde no programa de Oprah Winfrey. A mulher mais poderosa do showbiz americano, com uma fortuna avaliada em $2.7 bilhões, recusou-se a dar entrevista para a Newsweek e o site da revista durante o fim de semana já havia sido inundado por comentários pró e contra a reportagem.<span id="more-2195"></span>A revista acusa a apresentadora e empresária de promover tratamentos alternativos  denunciados por médicos como perigosos para a saúde. Analisa em detalhes como doenças como autismo são tratadas no programa e conclui que o contraponto da opinião científica não tem o mesmo espaço do que as novidades apresentadas pelos convidados de Oprah.</p>
<p>No dia 15 de maio, a revista online <em>Salon</em> publicou um <a href="http://www.salon.com/env/vital_signs/2009/05/15/oprah_winfrey_health/">artigo</a> do médico Rahul K. Parish, de São Francisco, destacando alguns dos mesmos segmentos citados pela Newsweek. Entre eles, a promoção de  hormônios &#8220;bio-idênticos&#8221; (uma palavra sem significado médico) pela atriz Suzanne Sommers, em janeiro passado. Sommers, que tem 62 anos a anunciou a intenção de viver além dos 100, contou no ar que toma 60 vitaminas e suplementos por dia, além de aplicar na própria vagina uma injeção de estrogênio. A idéia de consumir hormônios &#8220;bio-idênticos&#8221;  se destina a &#8220;enganar&#8221; o corpo de uma mulher madura a reagir à atividade hormonal de uma mulher de 30. No programa, Winfrey disse que, quando leu o livro de Sommers, resolveu tomar os suplementos e, depois de um dia tomando estrogênio &#8220;bio-idêntico&#8221; sentiu um enorme bem-estar.</p>
<p>A terapia hormonal, como se sabe há anos, aumenta o risco de infarte, derrame, coágulos e câncer para mulheres. A Newsweek consultou médicos sobre vários segmentos apresentados por Oprah Winfrey e eles, não só  refutaram terapias e procedimentos cosméticos introduzidos no programa, como detalharam os riscos à saúde de mulheres que seguirem alguns exemplos dados pela  apresentadora, seja na ingestão de suplementos como na escolha de novas teecnicas de cirurgia cosmética.</p>
<p>O médico Rahul K. Parish lembra que Winfrey é uma economia de escala sozinha. Ela é assistida por 40 milhões de pessoas semanalmente nos Estados Unidos. A revista <em>O</em> vende 2 milhõespor mês. Entre vários outros tentáculos a empresária agora deve atingir uma audiência de 70 milhões com seu canal de cabo, o Oprah Winfrey Network.</p>
<p><a href="http://www.luciaguimaraes.com/wp-content/uploads/2009/05/oprah-coverhomepage.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2196" title="oprah-coverhomepage" src="http://www.luciaguimaraes.com/wp-content/uploads/2009/05/oprah-coverhomepage.jpg" alt="oprah-coverhomepage" width="80" height="107" /></a>A controvérsia em torno do tema saúde no Oprah Winfrey Show já foi coberta na mídia americana mas a  capa &#8220;Crazy Talk&#8221; (Papo Maluco) parece exemplificar a munição que a <a href="http://www.luciaguimaraes.com/?p=1695" target="_blank">redesenhada Newsweek</a> pretende usar. O projeto da revista é fazer uma cobertura mais profunda de temas, fugir do ciclo de notícias de 24 horas e atingir um público menor, mais educado. A audiência de Oprah, 90% feminina, com uma renda média de $36 mil por ano, não é o alvo demográfico predominante da Newsweek. Oprah Winfrey não deu entrevista mas mandou um comunicado escrito à revista, afirmando que seus convidados vão compartilhar de histórias na primeira pessoa para dar face humana aos tópicos, mas ela acredita que o público sabe a diferenca entre a informação médica e o endosso de um tratamento. A capa acima é a da edição americana da Newsweek. A capa da edicão internacional desta semana traz o Primeiro-Ministro inglês, Gordon Brown.</p>
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		<title>Apocalipse Daqui a Pouco</title>
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		<pubDate>Sat, 30 May 2009 23:48:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
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			<content:encoded><![CDATA[<p>A mais recente profecia a consumir os impressionáveis com as previsões da agenda New Age é um modelo de sinergia.  Livros, websites, eventos e um novo filme ajudam a propagar a idéia, falsamente atribuída aos Maias, de que o fim do mundo tem data marcada para 21 de dezembro de 2012.</p>
<p><span id="more-2137"></span></p>
<p>O jornalista Ron Rosenbaum, num artigo  <a href="http://www.slate.com/id/2218841/" target="_blank"><strong>Um Tsunami de Estupidez</strong></a>, na <em>Slate</em>, sugere como antídoto um texto de Vincent H. Malmström, professor emérito  de geografia do Dartmouth College. A história começa a tomar força como uma tempestade tropical no Atlântico. Quem não se lembra do alarmismo à la Y2K na virada do milênio? O filme  <strong>2012</strong>, de Roland Emerich, estréia aqui em novembro e tem John Cusack no papel de um cientista que vai tentar impedir a realização da suposta profecia dos Maias. O trailer é sob medida para alarmistas literais.</p>
<p><img src="http://www.luciaguimaraes.com/wp-content/plugins/flash-video-player/default_video_player.gif" /></p>
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		<title>A Maldição do Terceiro Mandato</title>
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		<pubDate>Sat, 30 May 2009 21:07:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando um bilionário de 67 anos, conhecido por ser uma geladeira emocional, diz a um interlocutor, &#8220;Você é uma desgraça&#8221;, revela um raro momento de descontrole. Quando um prefeito em campanha pela reeleição diz a frase a um jornalista numa coletiva, será um sinal de que a maldição do terceiro mandato começou a se manifestar?<span id="more-2122"></span><a href="http://www.luciaguimaraes.com/wp-content/uploads/2009/05/bloomberg-press-conference.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-2125" title="bloomberg-press-conference" src="http://www.luciaguimaraes.com/wp-content/uploads/2009/05/bloomberg-press-conference-150x150.jpg" alt="bloomberg-press-conference" width="150" height="150" /></a></p>
<p>O prefeito nova-iorquino, que conseguiu torcer o braço do establishment local para reverter a lei proibindo a segunda reeleição, continua aparentemente imbatível. Os $ 80 milhões que, estima-se, ele deve  gastar do próprio bolso até a eleição de novembro, transformam os oponentes em formigas. Disputar a eleição com Bloomberg é quase um gesto de abnegação ou masoquismo e o único candidato com estas qualidades parece ser o Democrata Bill Thompson. Bloomberg vai continuar no cargo, salvo algum escândalo da magnitude do que derrubou o governador Eliot Spitzer em 2008. Um cenário improvável e não é só porque ele continua solteiro e morando na própria casa.</p>
<p>Se eu tivesse passaporte americano, também votaria em Michael Bloomberg. Antes da recessão ele já era considerado a única escolha sensata para a cidade que já pareceu ingovernável no passado. Depois do crash de setembro, Bloomberg tem status de bote salva-vidas.</p>
<p>O Democrata que se tornou Republicano que se tornou Independente tem aparecido em anúncios de campanha numa clara tentativa de amaciar sua imagem. Na primeira eleição, quando era visto como um empresário competente e frio disposto a comprar o cargo,  causou desconforto a revelação de que ele teria exclamado &#8220;Kill it&#8221;,  numa reação à gravidez de uma executiva da empresa que leva seu nome.</p>
<p>Mas não há marqueteiro político que consiga controlar a bile de Bloomberg quando alguém toca no assunto dos seus bilhões incontestes a serviço da longevidade política. O incidente com um repórter político do jornal New York Observer aconteceu no dia 28 de maio, numa coletiva na sede da prefeitura. Bloomberg estava anunciando um programa de treinamento vocacional, produto do pacote federal de estímulo à economia e concluiu:“ Estou razoavelmente otimista de que o pior já passou.&#8221;</p>
<p>O repórter Azi Paybarah perguntou: No contexto da recuperação econômica, como fica o argumento do prefeito de que a gravidade do momento econômico em 2008 justificou a reversão da lei de limite de mandatos? Bloomberg não deixou o repórter concluir a frase, perdeu a paciência e disse a Paybarah para falar quando tivesse uma pergunta séria. Ao concluir a coletiva, diante das câmeras, aproximou-se do repórter e disparou: &#8220;Você é uma desgraça.&#8221; Diante do sucesso do vídeo de seu destempero em todos os canais de TV locais, Bloomberg mandou seu assessor de imprensa pedir desculpas a Paybarah, no dia seguinte.</p>
<p>A ironia é que parte do sucesso inicial de Bloomberg, cuja aprovação anda em 59%, vem do fato de que ele chegou como a personalidade anti-Giuliani. Seu antecessor, resgatado do purgatório político pelo 11 de setembro, antagonizava diversos segmentos da população. Com sua distância emocional, Bloomberg cortejou minorias e frequentou os políticos mais demagogos do Harlem para desobstruir sua agenda de governo. Ele parecia encarnar uma expressão usada com frequência para definir o comportamento ríspido do nova-iorquino: &#8220;Não é nada pessoal.&#8221;</p>
<p>Em mais de um episódio recente, Bloomberg tem escorregado na casca de banana do mellindre pessoal. O mais infame deles aconteceu quando o som do gravador  de um blogueiro deficiente físico  disparou por descuido e o prefeito  interrompeu exasperado a coletiva, embora o jornalista estivesse numa cadeira de rodas e com dificuldade de alcançar o gravador.</p>
<p>O veterano colunista Steve Kornacki, colega de Azi Paybarah no Observer, lembra que a história  desta cidade e deste estado acumula as carcassas de políticos extremamente populares que insistiram no terceiro mandato e foram para casa escorraçados, como o ex-prefeito Ed Koch e o ex-governador Mario Cuomo. Líderes com grandes personalidades, argumenta ele, acabam vítimas do cansaço inevitável provocado pelo excesso de exposição.</p>
<p>Bloomberg queria ter futuro como candidato presidencial e, quando ficou claro, no primeiro semestre do ano passado, que sua fortuna não faria diferença para  a candidatura , desistiu de sair por cima, como um grande administrador, e agarrar o touro da recessão pelo chifre. É possível que uma recuperação econômica inesperada favoreça o terceiro mandato de Michael Bloomberg. Mas, ainda que consiga reinar sobre seu pavio curto, a partir de novembro, a herança do prefeito vai enfrentar testes mais imprevisíveis do que adversários políticos de carne e osso.</p>
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		<title>Watergate, a pista desperdiçada. Vida depois da morte de um jornal.</title>
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		<pubDate>Sat, 30 May 2009 18:40:28 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Se o seu inglês dá para o gasto, a edição deste fim de semana do excelente On The Media está supimpa e não vai interessar apenas aos chamados media junkies. A incrível história da primeira ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se o seu inglês dá para o gasto, a edição deste fim de semana do excelente <a href="http://www.onthemedia.org" target="_blank">On The Media</a> está supimpa e não vai interessar apenas aos chamados <em>media junkies</em>. A incrível história da primeira fonte oficial sobre o escândalo  Watergate, desperdiçada pelo <em>New York Times</em>, é narrada pelo próprio Robert M. Smith, o  repórter que entregou toda a informação ao editor e viu o <em>Washington Post</em> reclamar o crédito pelo furo do século.<span id="more-2090"></span></p>
<div id="attachment_2097" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://www.luciaguimaraes.com/wp-content/uploads/2009/05/robert-m-smith.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-2097" title="robert-m-smith" src="http://www.luciaguimaraes.com/wp-content/uploads/2009/05/robert-m-smith-150x150.jpg" alt="Robert M. Smith" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Robert M. Smith</p></div>
<p>COCHILO DO SÉCULO</p>
<p>Pouco antes de trocar de profissão, Smith ouviu do então diretor do FBI a informação de que o arrombamento do escritório do Partido Democrata, em 1972, envolvia até a Casa Branca. Passou a informação para seu editor  no New York Times e partiu para a escola de Direito. Na entrevista ao programa, ele explica que tinha o compromisso de proteger a fonte e por isso não falou em público quando Carl Bernstein e Bob Woodward se cobriram de glórias e mudaram a história do jornalismo.</p>
<p>Outros segmentos do novo <a href="http://www.onthemedia.org" target="_blank">On The Media</a>:</p>
<p style="text-align: right;">
<p style="text-align: left;">O VAZIO DEIXADO POR UM JORNAL</p>
<p style="text-align: left;">A cidade de Seattle tornou-se emblemática da batalha pela sobrevivência dos jornais. O Seattle Post <a href="http://www.luciaguimaraes.com/wp-content/uploads/2009/05/seattle-pi.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-2101" title="seattle-pi" src="http://www.luciaguimaraes.com/wp-content/uploads/2009/05/seattle-pi-150x150.jpg" alt="seattle-pi" width="111" height="111" /></a>Intelligencer saiu de circulação em março passado, depois de 146 anos. O jornal que sobrou, os sites que tentam preencher o vácuo da cobertura local e um cenário da rotina depois do desaparecimento de um grande jornal.</p>
<p style="text-align: left;">RISCO E JORNALISMO</p>
<p style="text-align: left;">Com tanto desemprego na profissão, quem quer se comparar aos jornalistas? As agências de avaliação de risco, que deram nota alta para o lixo dos empréstimos sub-prime. Agora que estão na mira de processos por cumplicidade com a farra que levou ao crash de setembro, <a href="http://www.luciaguimaraes.com/wp-content/uploads/2009/05/rating-agencies.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-2099" title="rating-agencies" src="http://www.luciaguimaraes.com/wp-content/uploads/2009/05/rating-agencies-150x150.jpg" alt="rating-agencies" width="105" height="105" /></a>elas argumentam que avaliar a saúde financeira é como fazer crítica em jornal - uma atividade enquadrada na Primeira Emenda da constituição americana, que protege a liberdade de expressão. E ninguém melhor para defender o argumento do que o lendário advogado das causas da Primeira Emenda, Floyd Abrams, que acaba de ser contratado pela Standard &amp; Poor&#8217;s.</p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">ARRITMIA CIENTÍFICA</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.luciaguimaraes.com/wp-content/uploads/2009/05/stethoscope.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-2104" title="stethoscope" src="http://www.luciaguimaraes.com/wp-content/uploads/2009/05/stethoscope-150x150.jpg" alt="stethoscope" width="107" height="107" /></a></p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">Talvez seja uma boa idéia questionar a fonte das citações ouvidas no consultório médico, em defesa deste ou daquele remédio. Seria difícil duvidar da integridade de uma publicação médica como o Lancet. Mas uma divisão da editora que publica o Lancet,   foi descoberta publicando falsos periódicos de medicina totalmente financiados pela indústria farmacêutica.</p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">CAMPANHA PARA SEM ELEIÇÃO</p>
<p style="text-align: left;">Nas próximas seis semanas, os americanos vão testemunhar a intensidade da campanha contra e a favor da <a href="http://www.luciaguimaraes.com/wp-content/uploads/2009/05/sotomayor_robe1.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-1963" title="sotomayor_robe1" src="http://www.luciaguimaraes.com/wp-content/uploads/2009/05/sotomayor_robe1-150x150.jpg" alt="sotomayor_robe1" width="92" height="92" /></a>nomeação da primeira hispânica para a Suprema Corte americana. A baixaria já começou nos comerciais de TV. Mas a juíza Sonia Sotomayor, indicada pelo presidente, só precisa de confirmação no Senado. A dinheirama investida na campanha, como ilustra a reportagem do <a href="http://www.onthemedia.org" target="_blank">On The Media</a>, destina-se a justificar a existência dos grupos de interesse.</p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">O FUTURO DOS JORNAIS, HÁ 28 ANOS</p>
<p style="text-align: left;">&#8220;Imagine acordar de manhã e ligar o computador para ler o seu  jornal.&#8221; A frase, dita em tom quase incrédulo, faz parte da reportagem de uma estação de TV de São Francisco em 1981. Mais de meio milhão de pessoas já acessaram o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=5WCTn4FljUQ" target="_blank">vídeo</a> da reportagem no YouTube.</p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">
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<p style="text-align: left;">
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]]></content:encoded>
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		<title>DIVÓRCIO À NOVA-IORQUINA</title>
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		<pubDate>Fri, 29 May 2009 04:19:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Se os nova-iorquinos querem questionar a credulidade de uma pessoa, usam a expressão, &#8220;Se você acredita nisto,  tenho uma ponte no Brooklyn para lhe vender.&#8221; Hoje, o conglomerado Time Warner livrou-se da ponte que comprou ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se os nova-iorquinos querem questionar a credulidade de uma pessoa, usam a expressão, &#8220;Se você acredita nisto,  tenho uma ponte no Brooklyn para lhe vender.&#8221; Hoje, o conglomerado Time Warner livrou-se da ponte que comprou na Virginia. <span id="more-2074"></span></p>
<p><a href="http://www.luciaguimaraes.com/wp-content/uploads/2009/05/broken-heart-divorce.png"><img class="alignleft size-medium wp-image-2073" title="broken-heart-divorce" src="http://www.luciaguimaraes.com/wp-content/uploads/2009/05/broken-heart-divorce-300x300.png" alt="broken-heart-divorce" width="168" height="168" /></a>A Time Warner vai  cortar as cordas do balão da AOL, America On Line, e deixar a companhia flutuar no mercado, no fim do ano. A fusão que resultou na AOL-Time Warner, em 2001, é um dos maiores fiascos da história corporativa americana. O espertalhão Steve Case, que hoje tweetou em aprovação do desfecho, como se alguém fosse lhe pedir conselho, conseguiu inflar para 150 bilhões de dólares a avaliação da provedora de  Internet que havia fundado. A união das duas companhias, então a maior da história, foi de fato a compra da  Time Life, com todos os seus tentáculos, pela AOL.</p>
<p>Jeff Bewkes, o homem que bem definiu a fusão num memorando - &#8220;bullshit&#8221; -  quando era presidente da HBO, a rede de cabo subsidiária da Time Warner, é hoje o CEO  da Time Warner. Ele se  preparou cuidadosamente para empinar o balão da AOL, depois de tentar, sem sucesso, empurrá-la para o Yahoo e a Microsoft.</p>
<p>A bolha da Internet estourou pouco depois da fusão e o valor da AOL Time Warner em papel se evaporou em 100 bilhões de dólares. A AOL, hoje avaliada por especialistas  em 3, 4 ou 5 bilhões de dólares,  tem ainda um dote para oferecer aos pretendentes. Sua audiência de 107 milhões de visitantes únicos e  a maior base de assinaturas ainda dependentes de linha telefônica, 25 por cento dos membros da AOL americana.</p>
<p>O desfecho do casamento, além de por fim a 8 anos de agonia corporativa, serve de ilustração para <a href="http://www.luciaguimaraes.com/wp-content/uploads/2009/05/tomb-rip.png"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-2075" title="tomb-rip" src="http://www.luciaguimaraes.com/wp-content/uploads/2009/05/tomb-rip-150x150.png" alt="tomb-rip" width="150" height="150" /></a>inutilidade de palavras de ordem, neste caso, sinergia. A idéia por trás da fusão, além de enriquecer os executivos acionistas, era juntar a &#8220;velha&#8221; mídia à nova. As culturas das duas companhias eram incompatíveis, o que ficou claro antes mesmo de se definirem os postos de comando. A cosmopolita  Time Warner com suas publicações, estúdios de cinema, canais de TV produzia conteúdo. A AOL, embora tenha sido pioneira de novidades online como o networking social, era um aglomerado de jecas com sede em Dulles, Virginia.</p>
<p>No começo do ano, a Time Warner desligou-se de seu braço de distribuição de  TV a cabo, a Time Warner. A atenção da terceira maior companhia de mídia do mundo deve ser voltar em seguida para  sua subsidiária, a Time Inc. A divisão publica as revistas Time, People, Fortune, Sports Illustrated, entre outras, e enfrenta os desafios comuns à toda &#8220;velha&#8221; mídia.</p>
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		<title>Cangaceiro de Portinari Triplica Estimativa em Leilão da Sotheby&#8217;s</title>
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		<pubDate>Thu, 28 May 2009 04:04:28 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Um colecionador brasileiro arrematou uma pintura de Cândido Portinari da série Cangaceiros  por  $314.500  no leilão  de arte latino-americana da galeria Sotheby&#8217;s, na quarta-feira, dia 27. O preço ficou  bem acima da estimativa inicial  de  ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um colecionador brasileiro arrematou uma pintura de Cândido Portinari da série Cangaceiros  por  $314.500  no leilão  de arte latino-americana da galeria Sotheby&#8217;s, na quarta-feira, dia 27. O preço ficou  bem acima da estimativa inicial  de  $80.000 a $100.000. <span id="more-2056"></span></p>
<p><a href="http://www.luciaguimaraes.com/wp-content/uploads/2009/05/o-cangaceiro-portinari.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2058" title="o-cangaceiro-portinari" src="http://www.luciaguimaraes.com/wp-content/uploads/2009/05/o-cangaceiro-portinari-300x300.jpg" alt="o-cangaceiro-portinari" width="270" height="270" /></a></p>
<p>O quadro de Portinari é do mesmo ano - 1956 - em que foi concluído o  Cangaceiro recém-recuperado após o roubo da casa de Ilde Maksoud em São Paulo. A pintura pertencia à coleção da família de um ex-embaixador da Finlândia no Brasil.</p>
<p>O maior preço da noite foi para uma pintura de Diego Rivera, arrematada por um comprador anônimo. <a href="http://www.luciaguimaraes.com/wp-content/uploads/2009/05/nina-con-rebozo-diego-rivera.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-2060" title="nina-con-rebozo-diego-rivera" src="http://www.luciaguimaraes.com/wp-content/uploads/2009/05/nina-con-rebozo-diego-rivera-300x300.jpg" alt="nina-con-rebozo-diego-rivera" width="251" height="251" /></a></p>
<p>Niña Con Rebozo, de Rivera, foi vendida por $ 794.500 , acima da estimativa máxima de S450.000.</p>
<p>Dos lotes oferecidos pela  Sotheby&#8217;s na quarta-feira, 75% encontraram comprador.</p>
<p>A chefe do Departamento de arte latino-americana da Sotheby&#8217;s, Carmen Melian, expressou surpresa com os preções atingidos por Rivera e Portinari. Uma tendência da noite destacada por Melian foi o sucesso da venda de artistas não figurativos, como Joaquín Torres-Garcia.</p>
<p>Uma obra de Cildo Meireles, Jogo da Velha - Série C 3B, foi vendida por $98.500, acima da estimativa  máxima de $80.00.</p>
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		<title>Juíza Latina: Quem Comemora? Junot Diaz e a Diferença Brasileira (Vídeo)</title>
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		<pubDate>Wed, 27 May 2009 15:26:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Não havia um par de olhos secos na platéia na Casa Branca. A histórica nomeação da primeira pessoa de origem hispânica para a corte mais influente do mundo ocidental foi um momento carregado de emoção. ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não havia um par de olhos secos na platéia na Casa Branca. A histórica nomeação da primeira pessoa de origem hispânica para a corte mais influente do mundo ocidental foi um momento carregado de emoção. O primeiro presidente negro notou que Sonia Sotomayor havia desafiado a perpetuação da desvantagem da minoria. Em todo o país, os adjetivos latina e hispânica voaram como chuva de papel picado na parada que despertou o orgulho de 15%  da populacão americana - 45 milhões de pessoas. E nós com isso?<span id="more-1954"></span></p>
<p>Os brasileiros que vivem nos Estados Unidos, uma população difícil de calcular por causa dos ilegais mas estimada em 600 mil  ou até 1 milhão,  resistem a pular no saco de gatos cultural e demográfico onde as definições se confundem. Hispânico foi um termo cunhado para o Censo americano de 1970, por pressão do Senador Joseph Montoya, do Novo Mexico, para contar a populaçãode origem latino-americana e língua espanhola, que, como ele, usava o termo &#8220;hispano&#8221;. &#8220;Latino&#8221; veio depois e continou a excluir os brasileiros.</p>
<p>A resistência do brasileiro não vem apenas do fato óbvio de que falamos outra língua e somos um produto cultural de outra colonização e levas de imigração.  Nossa população é muito mais informada sobre os Estados Unidos do que sobre qualquer país vizinho.  No Brasil, a atitude predominante é de diferenciação e até de superioridade. Ao emigrar para uma cultura que absorve o estrangeiro mas não fala sua língua, em mais de um sentido, o brasileiro se ressente com a incapacidade do americano de distinguir entre o tango e o samba canção.  Em parte, nossa necessidade de manter distância da América Latina espanhola pode ser explicada pelo chamado narcisismo da pequena diferença.</p>
<div id="attachment_1971" class="wp-caption alignleft" style="width: 291px"><a href="http://www.luciaguimaraes.com/wp-content/uploads/2009/05/junot-diaz-wide.jpg"><img class="size-medium wp-image-1971" title="junot-diaz-wide" src="http://www.luciaguimaraes.com/wp-content/uploads/2009/05/junot-diaz-wide-300x236.jpg" alt="Foto Lúcia Guimarães" width="281" height="221" /></a><p class="wp-caption-text">Foto Lúcia Guimarães</p></div>
<p>Em janeiro passado, fiz uma visita ao apartamento do escritor americano-dominicano Junot Diaz no Harlem.  Diaz, que emigrou para os Estados Unidos ainda menino, ganhou o prêmio Pulitzer de 2008 com o belissimo romance  <strong>A Breve e Maravilhosa Vida de Oscar Wao</strong>, recém lançado no Brasil pela Record.</p>
<p><em>NERD</em> DO GUETO</p>
<p>O livro introduz o <em>nerd</em> do gueto, o oposto do estereótipo do machão. Como Oscar Wilde, Oscar Wao é um <em>outsider</em>. Mas suas aspirações são diferentes. Consumido por ficção científica e quadrinhos, ele quer se tornar um Tolkien latino. A linguagem híbrida do romance é vertiginosa, alta e baixa cultura colidindo entre referências literárias e gíria latina.</p>
<p>Infelizmente, Junot Diaz cancelou sua participação na próxima Flip, a feira literária de Paraty, que vai de 1o  a 5 de julho.  No começo da <a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090131/not_imp315853,0.php" target="_blank">entrevista para o Caderno 2</a> do Estado de São Paulo, senti ter lhe causado alguma exasperação por levar a conversa para um assunto que ele preferia dissociar do romance, a condição de imigrante.</p>
<div id="attachment_1972" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><a href="http://www.luciaguimaraes.com/wp-content/uploads/2009/05/junot-diaz-cup-fixed.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-1972" title="junot-diaz-cup-fixed" src="http://www.luciaguimaraes.com/wp-content/uploads/2009/05/junot-diaz-cup-fixed-150x150.jpg" alt="Foto Lúcia Guimarães" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Foto Lúcia Guimarães</p></div>
<p>Apesar de estar cansado com o assédio constante da mídia, Diaz se engajou ao comentar sobre a grande colônia brasileira que ele observa em Boston, como professor de criação literária no MIT. Ele disse que, com a recessão, os  brasileiros ilegais  se tornaram um alvo fácil da Imigração  americana: &#8220;Este solipsismo da natureza da identidade brasileira no contexto dos Estados Unidos, onde o que dá certo é construir redes, coletivos de grupos, voltou-se contra os brasileiros.&#8221;</p>
<p>EXPEDIÊNCIA POLÍTICA</p>
<p>Diaz considera rótulos, ainda que incompletos,  apenas a primeira parte da conversa e não prejudicariam a identidade brasileira. &#8220;Quando você cria obstáculo a definições, a conversa morre ali mesmo. Sempre precisamos de generalidades para descrever experiências coletivas. Desde que as expressões genéricas não eliminem a capilaridade da nuance, do específico, não há problema. O que me incomoda é que todos querem ter tudo. Os brasileiros querem ser brasileiros quando ganham no futebol, quando é hora de acenar com a bandeira. E você sabe como os brasileiros podem ser nacionalistas. No entanto, pode colocar dois brasileiros lado a lado e supor que vieram de planetas diferentes. Há uma expediência política em selecionar a generalidade que queremos adotar.&#8221;</p>
<p><a href="http://www.luciaguimaraes.com/?p=2008" target="_self">Assista aqui</a> a um trecho do vídeo em que Junot Diaz fala de seu protagonista Oscar Wao,  da sombra do ditador dominicano Rafael Trujillo sobre sua identidade e recomenda seus contemporâneos favoritos na literatura.</p>
<p><a href="http://www.luciaguimaraes.com/?p=2008" target="_self"><img class="size-thumbnail wp-image-2003 alignleft" title="junot-snapshot" src="http://www.luciaguimaraes.com/wp-content/uploads/2009/05/junot-snapshot-150x150.jpg" alt="junot-snapshot" width="150" height="150" /></a></p>
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		<title>Junot Diaz Vídeo</title>
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		<pubDate>Wed, 27 May 2009 14:47:40 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Plano Americano]]></category>

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		<description><![CDATA[Junot Diaz e a Diferença Brasileira (Leia reportagem)



]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.luciaguimaraes.com/?p=1954" target="_blank">Junot Diaz e a Diferença Brasileira (Leia reportagem)<br />
</a></p>
<p><span id="more-2008"></span></p>
<p><img src="http://www.luciaguimaraes.com/wp-content/plugins/flash-video-player/default_video_player.gif" /></p>
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		<title>ARRIBA, SONIA! A JUÍZA DO BRONX</title>
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		<pubDate>Tue, 26 May 2009 13:36:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Reportagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Sonia Sotomayor, 54 anos, filha de portorriquenhos, criada num conjunto habitacional do Bronx, é a escolhida por Barack Obama para preencher a vaga de David Souter da Suprema Corte. A juíza de um tribunal de ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sonia Sotomayor, 54 anos, filha de portorriquenhos, criada num conjunto habitacional do Bronx, é a escolhida por Barack Obama para preencher a vaga de David Souter da Suprema Corte. A juíza de um tribunal de apelações nova-iorquino vai enfrentar uma dura sabatina dos Republicanos para ser confirmada como a primeira hispânica a ocupar uma vaga na Suprema Corte.<span id="more-1933"></span></p>
<p>Sotomayor foi indicada para um tribunal distrital  nova-iorquino por George Bush pai,  e promovida,  em 1998, por Bill Clinton para o tribunal de apelações. Seu nome foi um dos primeiros a circular quando o Juiz David Souter anunciou que ia se aposentar .</p>
<div id="attachment_1935" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><a href="http://www.luciaguimaraes.com/wp-content/uploads/2009/05/judge-sotomayor.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-1935" title="judge-sotomayor" src="http://www.luciaguimaraes.com/wp-content/uploads/2009/05/judge-sotomayor-150x150.jpg" alt="Sonia Sotomoayor" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Sonia Sotomoayor</p></div>
<p>Um artigo sobre a juíza na revista <em>The New Republic </em>do dia 4 de maio provocou enorme controvérsia.  O autor Jeffrey Rosen, professor de Direito da Universidade de Georgetown e uma das maiores autoridades sobre a Suprema Corte da mídia americana,  usou fontes anônimas para atacar Sonya Sotomayor. Sob o título <a href="http://www.tnr.com/politics/story.html?id=45d56e6f-f497-4b19-9c63-04e10199a085"><em>The Case Against Sotomayor</em></a>, o artigo questionou o intelecto e a temperança da juíza.</p>
<p>Mas o próprio Rosen tentou se absolver de responsabilidade no texto, afirmando, &#8220;Não li as opiniões emitidas por Sotomayor o bastante para ter uma idéia confiável sobre elas, nem conversei com um número suficiente de detratores e admiradores para obter um quadro equilibrado de seus lados fortes.&#8221;</p>
<p>O artigo foi saudado com uma barragem de críticas como falta de critério jornalístico, paternalismo e discriminação contra minorias.</p>
<p>Rosen destacou que a história de Sotomayor é  comovente e sugeriu que sua biografia a catapultou para  a condição de favorita.<a href="http://www.luciaguimaraes.com/wp-content/uploads/2009/05/sotomayor_youth-graduation1.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-1961" title="sotomayor_youth-graduation1" src="http://www.luciaguimaraes.com/wp-content/uploads/2009/05/sotomayor_youth-graduation1-150x150.jpg" alt="sotomayor_youth-graduation1" width="150" height="150" /></a></p>
<div id="attachment_1962" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://www.luciaguimaraes.com/wp-content/uploads/2009/05/sotomayor-mother-celina1.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-1962" title="sotomayor-mother-celina1" src="http://www.luciaguimaraes.com/wp-content/uploads/2009/05/sotomayor-mother-celina1-150x150.jpg" alt="Sonia e Celina Sotomayor" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Sonia e Celina Sotomayor</p></div>
<p>Além de crescer no dilapidado e violento sul do Bronx,  Sotomayor  descobriu que era diabética aos 8 anos, e aos 9 perdeu o pai,  um imigrante e operário que nunca chegou à escola secundária.  Criada pela mãe enfermeira, ela cursou a Universidade de Princeton e em seguida a escola de Direito de Yale.   Andrew Crespo, primeiro editor hispânico da Harvard Law Review, da qual Barack Obama foi o primeiro editor negro, saiu em defesa de Sotomayor, num artigo <a href="http://tpmcafe.talkingpointsmemo.com/2009/05/06/the_case_against_stereotypes_and_whisper_campaigns/?ref=c2"><em>The Case Against Stereotypes and Whisper Campaigns. </em></a></p>
<p><em>Atualização:</em></p>
<p>Hoje, 26 de maio, às 20:00 (hora de NY) a estação AM de <a href="http://www.wnyc.org/">rádio pública</a> local, WNYC 820 AM, transmite um especial sobre Sonia Sotomayor.</p>
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