LEITURAS DE DOMINGO
Só dá Sônia. Temos ainda quase 6 semanas pela frente e o debate sobre a Juíza Sonia Sotomayor ocupa o noticiário como uma campanha eleitoral. Acusada de racista por Newt Gingrich, de insistir em pronunciar seu nome com a tônica na última sílaba (!), a juíza enfrenta fotógrafos acampados na porta do seu prédio no Greenwhich Village e não pode abrir a boca até começar a audiência para a confirmação no Senado. Uma seleção do melhor dos jornais neste fim de semana.
NEW YORK TIMES
A iconografia de Obama ilustra a primeira página numa reportagem de Randy Kennedy sobre a a arte e o comércio que floresceram em torno da imagem de Barack Obama.
IDENTIDADE RACIAL
A política da identidade voltou com toda força no debate sobre Sonia Sotomayor, indicada para uma vaga na Suprema Corte pelo presidente que chegou a ser definido como um líder pós-racial.
O PRÓXIMO ATAQUE TERRORISTA
Quem vai ser o culpado?, pergunta o colunista Frank Rich, depois de uma semana em que Dick Cheney encontrou espaço à vontade para regurgitar o cenário: se houver outro ataque, Obama é o responsável. Rich acusa os Democratas de covardia e a imprensa (esta palavra soa cada vez mais arcaica) de correr atrás da manchete. Cita dois repórteres americanos que apuraram 10 falsficações no discurso do ex-Vice em que o 11 de setembro foi mencionado 20 vezes. O único grande ataque planejado pelo Al Qaeda e não executado, lembra Rich, foi contra o metrô de Nova York, com armas químicas. O que impediu a tragédia? Tortura? Serviços de inteligência? Não, o lider terrorista Al-Zawahri cancelou a operação semanas antes porque considerou o atentado muito inexpressivo para o pós 11 de setembro. Rich conversa com Ron Susskind, autor de The One Percent Doctrine: Deep Inside America’s Pursuit of Its Enemies Since 9/11. Susskind lamenta a falta de compreensão de um inimigo que pensa em termos de décadas e não em ciclos de notícias.
PAZ CELESTIAL, TORMENTO CONTÍNUO
O Times marca os 20 anos do massacre dos estudantes, no dia 4 de junho de 1989, com quatro autores chineses, entre eles, dois ex-ativistas e o celebrado Ha Jin, que hoje vive em Boston.
ARTS & LEISURE
Jon Pareles critica o samba soul de Márcio Local, lançado aqui pela Luaka Bop de David Byrne. O ativismo fotográfico de Sebastião Salgado é examinado numa resenha sobre sua exposição em Santa Monica, California. O ator Steve Buscemi dirige Edie Falco, a Carmela Soprano, transformada para a nova série Nurse Jackie, a enfermeira da emergência da um hospital nova-iorquino, adepta de tratamentos não ortodoxos.
PUBLICIDADE ATUÁRIA
A Internet transforma as campanhas de publicidade ao oferecer estatísticas mais imediatas e precisas para analisar o efeito de anúncios online.
Na Book Review, em edição especial de verão, o poeta Robert Pinsky faz o levantamento das perguntas – Pode um adulto mudar? É possível acreditar em alguém? O amor é verdadeiro? – no último romance de Elmore Leonard, Road Dogs, candidato forte à inclusão na bagagem dos felizardos que saírem de férias. O músico e produtor David Byrne um ciclista muito antes da onda ecológica, resenha o livro Pedaling Revolution, sobre a crescente importância da bicicleta nas cidades americanas.
REVISTA: BILL CLINTON LIGHT, PESO DO LIBERAL
Uma longa reportagem sobre a jornada de Bill Clinton rumo à aceitação de um papel coadjuvante. Jeffey Rosen, o professor de Georgetown, que saiu seriamente chamuscado com o primeiro artigo negativo sobre a Sonia Sotomayor, hoje usado como arma conservadora contra a juíza, tenta se reabilitar com uma análise da evolução do liberalismo judiciário.
HOMELESS ONLINE, DIAGNÓSTICO DO MUSICAL AMERICANO
A edição de fim de semana do Wall Street Journal pergunta o que há de errado com o musical americano. O crítico Terry Teachout aponta para e epidemia do gênero commodity musical, como Shrek, investe contra a falta de inspiração dos compositores e o excesso de mensagens politicamente corretas. Os homeless da California podem não ter casa mas têm conta no Facebook, MySpace e no Twitter, segundo a ótima reportagem da primeira página.
CARA NOVA NO FACEBOOK
Um perfil do bilionário russo Yuri Milner que investiu $200 milhões no Facebook saiu na edição de sábado do Financial Times. O ex-economista do Banco Mundial copiou as novidades da Internet ocidental (“Não sou tão criativo”) para criar várias empresas na Rússia e na Europa Oriental. Hoje, ele acha que pode exportar de volta o que aprendeu.






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