Obamapolitik: Realismo Substitui Hiperrealidade
O que as escolhas recentes de Barack Obama revelam sobre suas intenções em política externa? Depois de oito anos de hiperrealidade de Bush filho Obama parece voltar à Realpolitik de Bush pai.
A escolha de Hillary Clinton, entre várias outras considerações políticas, como colocar a Senadora de uma vez fora da corrida presidencial de 2012, e a decisão de manter o atual Secretário de Defesa Robert Gates parecem demonstrar que Obama vai ser muito mais leal a George Herbert Walker Bush do que foi seu filho. A interpretação articulada é defendida hoje pelo comentarista E. J. Dionne Jr no Washington Post.
O realismo de Obama ao manter Gates, sob esta perspectiva, aponta para uma conclusão menos tumultuada da ocupação do Iraque com um executivo competente que já está com a mão na massa. Hillary Clinton, em anos de preparação no Senado para sua candidatura a Presidente, construiu relações sólidas com os militares para espantar a fama Democrata de timidez em assuntos de defesa.
Aos Democratas mais à esquerda que comecaram a resmungar com os últimos passos do Presidente eleito, Dionne oferece um discurso feito por Obama, em outubro de 2002, condenando a iminente invasão do Iraque. Obama disse que não era contra todas as guerras e sim contra uma aventura ideológica. Meses antes, Brent Scowcroft, ex-Assessor de seguranca Nacional de Bush pai, rompera com Bush filho num editorial no Wall Street Journal, usando argumentos semelhantes aos usados por Obama, alertando contra uma ocupação prolongada e ao risco de atiçar fogo ao radicalismo islâmico. Robert Gates havia sido o número dois de Scowcroft.
Há quatro anos, o jornalista Ron Susskind ouviu de Karl Rove a explicação Orwelliana:
“Nós somos um império agora e, quando agimos, criamos a nossa própria realidade. E, enquanto você estuda essa realidade, nós vamos agir de novo, criando outras realidades novas, que você pode estudar também, e assim as coisas vão ser definidas. Somos atores da história… e a vocês, todos vocês, vai restar apenas estudar o que fazemos.”
No dia 4 de novembro os americanos contrariaram os planos o ex-arquiteto das duas eleições de George Bush ao repudiar nas urnas a hiperrealidade de Rove, Cheney e Cia.




Well…Bush pai derrubou Manuel Noriega no Panamá e o mandou para a cadeia. Depois derrotou Saddam Hussein na Guerra do Golfo mas DEIXOU-O no poder. Se analogia vale, seria o mesmo que Obama derrubar e prender Hugo Chávez, e em seguinda, destruir o programa nuclear do Irã, mas deixando o tegime teocrático iraniano no poder.
O Panamá nunca mais foi problema e o país até prosperou após a queda de Noriega. Já o Iraque que CONTINUOU com Saddam Hussein no poder após a derrota na Guerra do Golfo…bem…sabemos o que houve…
” Real politik” é um jogo perigoso, pois normalmente acaba sendo uma maneira de resolver um problema para criar outro. Foi o que aconteceu na Guerra do Golfo com a decisão de Bush pai de deixar Saddam Hussein no poder após expulsá-lo do Kwaitt. Pode acontecer a mesma coisa caso Obama decida destruir o programa nuclear iraniano mas deixando o regime islâmico no poder…
Essa e a minha primeira visita ao seu blog, e parabens por tudo! Vai se tornar minha leitura diária também! Um abraço!
Roberto Sena
http://www.blogdosirmaos.com
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